quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Azedinho como morango.

Amanda morava em uma cidade metropolitana e eu estava muito afim de revê-la. Ela, também, pois me ligava todos os dias. A semana parecia não passar. Quanto mais eu a imaginava deslizando sua doce e frenética língua em minha verga, mais a desejava.
Foi num domingo qualquer que nos reencontramos.
A grana estava curta, como era de praxe naquela época - não muito diferente dos dias que seguem...
Sol a pino, cerva gelada descendo garganta abaixo, embarquei ao encontro daquela menina que endiabrava meus finais de semana.
O local do encontro estava fechado - uma farmácia que ficava distante da casa dela - dali, partiríamos para o bar, pois Amanda estava noiva de um soldado da polícia, o mesmo que me ameaçou de morte por ter mijado no poste que fica em frente à casa da mãe dele.
Eu estava a caminho de um bar do centro histórico da cidade para discotecar. No caminho, me deu vontade de dar aquela mijada - já que tinha bebido umas cervas em casa.
Avistei um poste que estava com a lâmpada queimada e aproveitei para fazer ali mesmo. Esvaziei a bexiga e quando estava sacudindo minha verga, o soldado - um ser vil -, me chamou de corno e disse que a mãe dele não era puta igual a minha e que eu tive sorte dela não ter aparecido na janela.
Mandei ele se foder e continuei rumo ao bar onde meus amigos me aguardavam.
O elemento pegou sua motinha e veio me ameaçar de morte. Disse umas coisas suaves para ele, já que estava armado com um revólver em sua mão direita ameaçando atirar em minha direção.
Eu não ia mandar ele se foder de novo, já que tinha mandado o miserável uma vez, e não queria correr risco de vida.
Ele desistiu de atirar e caiu fora. Soube depois que era soldado através de duas mulheres que estavam sentadas em frente a uma igreja. Elas presenciaram tudo.
Ele não sabe, mas dona Florinda, sua mãe, foi dona de um puteiro naquela região antes de casar-se com seu pai - o açougueiro respeitado por todos do bairro.
Conheci Amanda no show do Mudhoney - seu noivo estava de plantão naquele dia. Eu estava em frente ao palco pulando ao som de Touch me i'm sick quando ela me agarrou pela cintura e não quis me largar mais.
(...)
Chegou na hora marcada. Usava um vestido curto. Do outro lado da rua, pude avistar suas coxas esbeltas estampando uma tattoo de morango, e senti o gosto da sua buceta.
O bar era sempre o mesmo. Um aviso na parede me chamava atenção toda vez que eu ia lá: Lan House com internet.
Amanda se soltava cada vez mais a cada golada que dava em sua roska de morango, sempre de morango.
Era uma noite sem luar; sem pessoas pelas ruas - sem nada que pudesse atrapalhar nosso momento.
Caminhamos um pouco. Nos beijamos, nos agarramos. Ao longe, ouvimos gritos desesperados de crianças que pareciam presenciar uma cena de espancamento. Clima tenso em uma noite pálida carregada de segredos e desejos.
Em determinado momento, puxei Amanda pelos braços e a trouxe para trás de um muro. O cheiro de mato era forte e o vento soprava levantando as barras do seu vestido. O movimento era de uma coreografia que dispensa qualquer tipo de comentário.
Minha verga estava a ponto de sair louca do meu jeans colado no corpo. Abri o zíper devagarzinho... Amanda estava toda molhadinha e a fúria dos seus seios instigaram minha língua, que, sem cerimônia alguma, sorveu aqueles biquinhos pontudos, macios e cheirosos.
Ela pegou minha verga e apertou em sua coxas, bem no meio da tatto onde se encontrava as iniciais com o nome do soldadinho - ah, mas ele não disse nada. Prometi a mim mesmo que não jorraria ali - seria um desperdício -, prefiri na boca carnuda de Amanda, que não mostrou-se constrangida com algumas formigas que insistiram em nos incomodar subindo pelas suas pernas.
Mais um momento de tensão põe quase tudo a perder; foi quando o muro tremeu, parecendo vir abaixo.
Segurei seu corpo com firmeza e a penetrei trazendo à tona seus gemidos embriagantes com sabor de morango.
Eu não jorrei em sua tattoo, e sim, em sua boca carnuda - nessa hora, ela já estava de joelhos engolindo tudo e se deliciando com jorros de uma porra que não parecia acabar mais.
Respirei fundo e ela sorriu.
(...)
Passava da meia-noite quando alguns pingos de chuva de uma noite sem luar respingou em nossas cabeças, exatamente na hora em que ouvi a voz abafada de Amanda pedindo para meter em sua apertada bundinha. Eu segurava, com firmeza, suas coxas - exatamente em cima das inicias.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Poema para a mais bela (Continuação).

me fascina. mexe comigo. a vida seguirá seu curso como o rio que escorre (...). mas eu não vou te ter, baby. não agora. birth of the cool toca aqui ao meu lado - inevitável não lembrar-me de você nesta noite de sábado chupando cereja madura do pé do teu vizinho plantador de amoras. quero estar assim ao seu lado. trocar o disco. de música. tenho preferência pelo cool jazz: o Sinatra negro cantando you are too beautiful ou Chet nos envolvendo cada vez mais com sua brilhante interpretação para time after time, cairia bem agora (...). com pensamento em você aí na janela debruçada de calcinha branca sorrindo (...). vigoroso beijo em teus seios (...) deslizando pelo seu corpo, eu. minhas mãos apertam. não tem mais jeito (...). preso em ti, vago pela madrugada felina. felina como você, gata mansa. pele de jambo. frescor de menina levada. de poder tudo. de tudo querer. (...) indecisões que só fazem. mas eu não vou te ter, baby. por mais que eu queira, não vou te ter (?).

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Poema para a mais bela (Fragmentos).

eu não quero mais sair daqui. daqui te imagino brilhando nesta plenitude que me faz sonhar com os aromas que exalam dessa pele de gata mansa. desejo essa elegância desfilando em minha frente. calado, sorvo os prazeres da noite pra te contar. te desejo cada vez mais. vou devagar, baby. a solidão maltrata assim como um corte brusco desses que. você sabe e parece me provocar com essa água quente que escorre pelo seu corpo feito labaredas queimando seus atraentes pelinhos deixando-os em pavoroso (...). há tempo, baby. tempo pra. junho é logo ali. vou buscá-lo, e na volta, colocarei em seu colo para que você possa acariciá-lo do nosso jeito. é tão bom viver sem medicamentos. dia desses, te imaginei entre os livros. no balcão. na mesa. sorrindo, veio em minha direção (...). não quero esse personagem da foto. quero você assim desse jeito que. (...).

domingo, 19 de setembro de 2010

Assistindo Cachoeira do boteco de Dona Véinha...

(Gustav Klimt)

Para você, que um dia me fez enxergar a beleza que há em mim.

Assistindo Cachoeira do boteco de Dona Véinha
pude enxergar a solidão de suas ruas entre as trilhas
melancólicas que me levam a lugar algum

Talvez aos teus seios
analisando a imensidão da tua beleza
que não me sai do pensamento -

Como naquele verão marcado pelas travessuras
que fazíamos nas tardes onde a maresia
embaçava nossos olhares carregados de sonhos pueris
diante dos olhos de Alice (masturbando-se na densa tarde que flutua em minha frente) -

Que me levam a lugar algum.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Tua ilha está deserta agora, amor.


Mr. Magoo
continua a colocar
minhoquinhas em tua cabeça
"Foi horrível", imagino
Ontem à noite o telefone não tocou, amor
Sou sedado pela gaita de Mr. Dylan -
que o cosmos o diga...
With god on our side
me conforta
A lua cheia que ilumina tua varanda
não condiz com as faíscas que saem
dos teus olhos
ao som de Sex on fire
Te ver folheando curiosa as páginas
daquele livro sobre aquela canção negra
aguça minha curiosidade sobre ti...
Tua ilha está deserta agora, amor
teu barquinho encalhado
travesseiro frio...
E eu nem te conheci ainda... e minha rispidez continua apanhando da tua meiguice
O que será que se passa por essa cabecinha
quando "semelhanças" vem à tona?
A tua tentação está incompleta agora...
Minha Verga se desenvolve
rapidamente
sob meu pijama,
não posso detê-lo
Cravo meus dentes
em tua bunda
fofinha
Minha saliva
se confunde com este
líquido espesso que inunda tuas entranhas...
Invisto na contramão das minhas angústias... fico no aguardo das tuas decisões
Vinte quatro horas intercaladas!
Sozinho, imagino teus olhos umedecidos, tristes... há esperanças e não tenho nada a fazer neste momento
Minha companhia parece um bálsamo pra ti... não é possível que as coisas parem por aqui!
Eu te suporto, amor.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Quem me dera tê-la morando ao meu lado...

(Foto: Mônica Montone)

Quem me dera tê-la morando ao meu lado,
imaginar os seus afazeres
é tão prazeroso quanto
deitar-me em seu tapete
perfumado pelo cheiro
que exala dos seus
cabelos negros


Afago-os,
contemplo teu semblante
meigo...
ouço teus cochichos
que me envolve como
uma
canção do Antony and The Jonhsons -

Lembra que foi você que
me apresentou naquele
outono
em que colhemos
os sapotis no quintal de tia Lucy?

Gargalhamos muito
em frente
aos cães que trepavam
na posição que você mais
gosta

Quero te apresentar uma
banda que ando ouvindo
chama-se Band of Horses -
The great salt lake
é a tua cara!

Me incomodo quando
ouço os toques do teu
celular,
estremeço!
aumento o som -
o canto cortante da Hope Sandoval
invade o quarto
adormecido pela tua
ausência

Teu ficante é um canalha escroto!

O sol impiedoso
esmurra minha cara de réu,
não consigo suportá-lo

Devolva-me aquele bilhete
em que você
confidenciava
tua admiração pelo meu
caralho rígido e belo
(só você sabe acariciá-lo como eu mais gosto)

Adorei a plaquinha
pregada em tua porta:
"Fui catar sonhos, não demoro"

Passo a mão ao meu lado
não te sinto
lembro: "Ela foi catar sonhos!"

Partiu inesperadamente
talvez seja um sonho,
talvez

Assim como as mágoas,
essas marcas indeléveis
ferem meus sentimentos
mais sinceros,
me extenua

Meus dramas são como
teu sexo - encharcados e
corrosivos,
cortante

O carteiro joga o jornal na varanda
fria como meus pés,
minhas mãos dormentes
estão

Junto com o jornal
o bilhetinho amassado,
uma flor,
um aviso: "Já posso sonhar
sozinha".

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Toda puta é triste...


Toda puta é triste porque apanha
Apanha por tudo que a vida lhes oferece
Dela de nada vale
Migalhas não valem
Seu terrível esforço em agradar
Seu desejo é em vão
E sofrem, sofrem muito
De que adianta devolver
Aquele rancor com seu passado
Se o que tens não te realiza?

Pior do que essas putas,
São estas senhoras disfarçadas de santas
Santas no cotidiano,
Na cama são putas como outra qualquer
Eu que já conheci tantas putas
Já não consigo distingui-las das santas
Quem são as santas?
Vomito em meu confessionário predileto
E não as distingo
Abro mais uma garrafa de vodka & retorno
ao meu ofício
Imagino sua silhueta
Por trás da cortina do seu quarto
Teclo as mais puras & doces declarações de amor
& trago mais uma vez & me recordo
da cor & da textura do seu corpo
Meu caralho não diferencia
As putas das santas
Mas quem são as santas?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Balada de um romântico solitário.


Me surpreende esse pessimismo que tenho
com o amor
às vezes chego a pensar que ele não existe
Uma foda bem dada independe do amor
um gesto de carinho, um abraço apertado,
um beijo na boca sufocante
independe do amor
Eu que não te amo, nunca te amei
sinto falta das tuas carícias
da tua colada na boca
de passar minha língua pelo teu queixo
enxugando tua baba
Eu que sempre chupei tua buceta
em nossas noites frenéticas
carregadas de desejo & tesão & lascívia
Eu que sempre tive paciência - em teus momentos
mais tensos - esperar pelo teu gozo
sentada em meu caralho esplêndido de vigor & dilacerante & fulminante
Teus gritinhos não saem do meu pensamento
Mesmo a quilômetros de distância
consigo enxergar teu brilho
às margens daquelas águas escuras
que percorrem como um tapete
repleto de diamantes
em teu quintal
Eu que sempre aguardei teus comentários
em meu cantinho mais safado
Fico sozinho aqui agora
aguardando um contato
desejando que recordes
dos nossos momentos
mais intensos
quebrando esses grilos
que insistem em te incomodar, dilacerando teus desejos...
Eu que não acredito no amor, nunca acreditei
desejo por teu sorriso tímido
tua indecisão, tua fragilidade -
teu pessimismo para com sua beleza -
assim como o amor que não acredito.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Uma jarra de suco de cereja.

(Pintura by Nelson Magalhães Filho).

Seus sapatos ficaram do lado
de fora
esperando que alguém fosse buscá-los
esse alguém não sou eu, honey
Vista-se com aquela camisola
ridícula
que você costuma usar para
me seduzir
e vá buscá-los
"Furô Turíbio!"
O bom velhinho está usando
seu indefectível boné branco...
traz mais uma cerva
e diz: "você não conhece esta face"
Suporto suas carícias e não reclamo
Já enxerguei a morte numa ladeira
escura e estreita
"você vai descer aí?", perguntou o motorista
Cães latiam mordendo o calcanhar
dos meus sapatos
Não me importava com nada!
Estou prestes a encontrar-me
com o vizinho noturno
Sei que ele me espera
com seu suco de cereja
Ela só me dava veneno
"Se precisar de alguma coisa
é só falar", ele disse
"Ok man", eu disse
Papai do vizinho noturno
para
e pergunta: "quer uma carona?"
"Claro, Mr. Corujão"
Embriagados
seguimos ansiosos
rumo ao grande prêmio
Tinha grana rolando
e das boas
Mr. Corujão venceu!
Sedentos ficaram
os frequentadores do bar
Estação das Flores
desejando o mais puro
suco de cereja.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Teu olhar é um enigma...


Teu olhar é um enigma
entre portões e cercas
de arame farpado
meu lábio superior
toca suavemente
seu lábio inferior,
quase no queixo
o vinho corre solto
em minhas veias
alegra-me saber de
suas carinhosas
cobranças
elevam-me,
inusitadamente
você fica mais à vontade
quando estou embriagado
se solta mais,
se doa mais
minha embriaguez
é um santo
remédio
pra ti
um Simpson
a espreitar-nos
pela janela
lagartixas largam
o rabo
pra despistar
mas isso pouco importa!
sua buceta molhadinha...
a calcinha
no meio das pernas
minha língua
deslizando
maliciosamente
por seus grandes lábios,
seu clitóris...
mesmo que seja
por uns instantes
ouvir seus gemidos
é minha missão.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Marina tinha vinte anos...


Marina tinha vinte anos
e estava apaixonada
Seu passatempo predileto
era despir-se em frente
ao espelho
do seu quarto
Principalmente às sextas-feiras
quando seu amor
chegava de viagem
e ia visitá-la
Sedento
ele não demorava
a buliná-la
Pingos de chuva
batiam forte em sua janela
de vidro
Usando um vestido longo
e sem calcinha
Ela encaixava-se
de frente
sobre seu colo
Seus pelos pubianos
roçavam
suas coxas
"Chupa vai!", ela disse
Sua buceta com corte
à la Charles Chaplin
era como ele gostava...
Marina gemia
aos seus toques
frenéticos
Não demorou a penetrá-la
"Mete, mete..."
Ela era insaciável
"Você gosta da minha bucetinha, hein?"
"Adoro!"
"É sua"
"Sei..."
O telefone toca
ele atende
era sua ex-mulher
gritando, disse:
"Você já pagou a escola dos meninos?
a irmã tá me cobrando direto!"
Desligou
"Caralho!"
Não acreditava no que acontecia...
"O que foi meu amor?"
"Nada, nada..."
Leonard Cohen cantava
baixinho:
"i'm your man..."
A essa altura
incomodava-se
com o vinho
derramado aos seus pés.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

São cinco horas e os vizinhos gemem.

foto: tuta
somos belos seres
você e eu

acordo
e não te vejo ao meu lado

está fumando seu cigarro
na varanda
enquanto a cidade se levanta

talvez, excitada pelos gemidos dos vizinhos
que transam
loucamente aos berros:  "no cu não, no cu não", ela grita desesperada

"ai! ai! tá doendo!"

ele bate forte em sua bunda, ela grita: "goza logo, porra!"

"cala a boca, caralho!"

nunca tinha ouvido a voz
daquele cara antes, parecia tranquilo...

sempre cumprimentando os moradores
do prédio Parque das Agruras

fico um bom tempo
deitado na cama olhando
para o teto
e suando frio

Lêda havia dado descarga
veio caminhando
lentamente...

parou ao meu lado
debruçou-se e disse: "foda-me"
pois não.